
Localizado na Região Sul do país, o Paraná ocupa uma área de 199.554 km², que corresponde a 2,3% da superfície total do Brasil e conta atualmente com 399 municípios instalados (IBGE, 2011), sendo as principais cidades: Curitiba, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa, Maringá, Guarapuava e Foz do Iguaçu. Em todas as regiões, cidades e zonas naturais do estado reservam surpresas agradáveis nos mais diversos segmentos do turismo que irão o surpreender com suas belezas, paisagens, flora, fauna, história, gastronomia e muitos lugares incríveis maravilhosos para conhecer como a Ilha do Mel, Paranaguá, Morretes, Antonina, Ilha de Superagui, Guaraqueçaba, entre outras.
O relevo do Estado caracteriza-se pela freqüência de terrenos de baixada no litoral, onde predominam as planícies, planaltos e serras de formações rochosas cristalinas, como a Serra do Mar, coberta pela Floresta Atlântica e é atualmente o trecho de mata atlântica mais preservada do país. Declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1991, a Serra do Mar abriga mais de 2.500 espécies da flora nativa brasileira, diversos animais em risco de extinção como a onça-pintada e o tapir, além de pássaros como o gavião-pega-macaco, a jacutinga, o macuco, entre outros. No Estado do Paraná, a Serra do Mar tem aproximadamente 500.000 hectares de extensão e aí se encontram 72 % do total da flora e da fauna existentes no Estado.
Nesta mesma área, está localizado o Pico do Paraná, pico mais alto da Região Sul do Brasil com 1.922 metros de altura. Ainda na Serra do Mar encontra-se a Área de Interesse Turístico Espacial do Marumbi, com 66.732 hectares, cuja utilização é controlada através de um plano de gerenciamento. Dentro desta área há diversos outros picos, rochedos e trilhas para praticar alpinismo, montanhismo e turismo ecológico na região. O Pico do Marumbi, com 1.547 metros de altura é o mais procurado!
Na Serra do Mar encontram-se também caminhos históricos que são verdadeiras obras de arte e engenharia, como o Caminho do Itupava e a Estrada Graciosa, ambos construídos há 300 anos atrás. Além de se constituírem opção para o turismo ecológico, esses caminhos são utilizados atualmente por programas ambientais e preservam, protegidos pela floresta, a história e a cultura dos primeiros colonizadores do Paraná.
Já em direção ao interior, nas regiões central e oeste, o relevo se divide em três tipos de planaltos distintos. O primeiro planalto, onde está localizada a cidade de Curitiba, capital do Estado, conhecida como a capital ecológica do Brasil e considerada cidade modelo em planejamento urbano, transporte coletivo e qualidade de vida para seus habitantes. Curitiba é hoje um importante destino turístico brasileiro e encanta a todos com o seu charme, organização, limpeza, diversidade cultural, atrativos turísticos, parques, e diversas outros fatores que você só saberá conhecendo!
No segundo planalto predominam as rochas sedimentares, folhetos, arenitos e calcários que podem ser encontrados no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, onde estas formações rochosas foram artisticamente esculpidas pela natureza ao longo de 350 milhões de anos e receberam diversas denominações de acordo com as impressionantes figuras e formatos às quais se assemelham como, por exemplo, a Taça, a Garrafa, o Camelo, o Índio, a Esfinge, a Proa de Navio, entre muitas outras. Além dos arenitos, outros destaques do parque são a Lagoa Dourada e a Furnas.
Ainda em Ponta Grossa pode-se visitar o Buraco do Padre, a Capela de Santa Bárbara (construída pelos Jesuítas) e a Cachoeira da Mariquinha.
Outro importante atrativo turístico desta região é o Cânion Guartelá. Localizado há aproximadamente 203 km a noroeste de Curitiba, entre os municípios de Castro e Tibagi, é considerado um dos maiores cânions do mundo, figurando como o 6° maior do mundo, e o maior do Brasil. Localizado dentro do cânion, o Parque Estadual do Guartelá foi criado em 1992 e é formado por um rico ecossistema, flora e fauna diversificada e inúmeras atrações naturais como quedas d'água, corredeiras, formações areníticas, vales profundos e inscrições rupestres.
No terceiro planalto, onde estão quase 135 mil km2 da área total do Estado, encontram-se formações geológicas basálticas que compõem os solos originados de rochas vulcânicas e os solos argilosos de rochas sedimentares. Aproximadamente 53% da área total do Paraná está localizada acima de 600 metros do nível do mar, tendo como ponto mais elevado, o Pico Paraná, com 1.922 metros de altura. O Estado é cortado pelo Trópico de Capricórnio e como resultado das diferentes características geológicas e formações topográficas, o clima paranaense é predominantemente subtropical úmido, cuja temperatura média varia entre 14 °C e 21 °C.
O Paraná é subdividido em duas principais bacias hidrográficas: os do Rio Paraná e o complexo de rios da bacia de drenagem do Atlântico. As águas do Paraná atraem milhares de turistas como, por exemplo, Foz do Iguaçu e o litoral do Paraná.
Conhecida internacionalmente por suas atrações, Foz do Iguaçu é o segundo destino de turistas estrangeiros no país e o primeiro da região sul. A cidade é um dos principais destinos turísticos brasileiros principalmente por causa das Cataratas do Iguaçu no Parque Nacional do Iguaçu, considerado Patrimônio Mundial Natural da Humanidade tombado pela UNESCO e a Hidrelétrica Binacional de Itaipu, maior hidrelétrica do mundo em produção anual de energia.
Em poucos lugares a combinação de arte, cultura, culinária e ecoturismo é tão completa como no Litoral do Paraná. Com 98 km de extensão, o Litoral do Paraná apesar de pouco extenso e ser pouco explorado, oferece grande diversidade de paisagens, destinos e abriga belezas naturais como reservas ecológicas onde espécies raras de flora e fauna podem ser encontradas, belas praias, ilhas e baías, que propiciam momentos inesquecíveis. Merecem destaque a Baía de Paranaguá, as surpreendentes e exóticas Ilha do Mel e Ilha do Superagüi, que juntas constituem um dos ecossistemas mais importantes do mundo. Além disso, as históricas cidades coloniais de Morretes, Antonina, Guaratuba, Guaraqueçaba e Paranaguá.
O litoral do Paraná, também tem grande importância econômica para o Estado, com destaque para o Porto de Paranaguá e o de Antonina, ambos responsáveis pela exportação da produção não só do Paraná, mas de outros estados do Brasil e países da América Latina. O Porto de Paranaguá é atualmente o maior exportador de grãos da América Latina e aos poucos começa a fazer parte das rotas de cruzeiros marítimos internacionais.
Além de ser um dos principais estados exportadores do Brasil, o Paraná também está entre os maiores produtores do país, participando com cerca de 23% da produção brasileira de grãos, com destaque para: trigo, milho, feijão, algodão, soja, café, mandioca, cana-de-açúcar e a erva-mate, além da avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite e de corte. No setor industrial, merece destaque a agroindústria, a alimentícia, fertilizantes, cimento, eletroeletrônica e a metalmecânica (IPARDES, 2007).
Com uma população de 10.444.526 milhões de habitantes (IBGE, 2010), o Paraná é conhecido como a "Terra de Todas as Gentes", pois é formado predominantemente por descendentes de diversas etnias e é um dos estados com a maior diversidade étnica do Brasil. Dentre os principais povos que ajudaram a construir o Paraná de hoje estão os alemães, poloneses, ucranianos, italianos, árabes, espanhóis, holandeses, índios, japoneses, negros, portugueses, entre outros que aqui se fixaram.
As primeiras movimentações de colonizadores no Estado do Paraná tiveram início no século XVI, quando diversas expedições estrangeiras percorreram a região à procura de madeira de lei. No século XVII, portugueses e paulistas começaram a ocupar a região, a partir da descoberta de ouro e a procura de índios para o trabalho escravo. A mineração, no entanto, foi legada a segundo plano pelos colonizadores, que se dirigiram em maior número às terras de Minas Gerais. Até o século XVIII, existiam apenas duas vilas na região: Curitiba e Paranaguá. Esse processo retardou a ocupação definitiva da área, que pertenceu à Província de São Paulo até meados do século XIX, com sua economia baseada na pecuária.
Logo após conquistada sua autonomia, em 1853, teve o Governo local iniciou uma campanha oficial de imigração que atraiu cerca de 20 mil imigrantes entre 1853 e 1886. As 28 etnias que colonizaram o Estado chegaram com a promessa de encontrar a paz em uma “terra desconhecida”, mas que prometia trabalho, terra, produção e tranqüilidade. Aqui, formaram-se colônias que se envolveram em harmonia umas com as outras e com a cultura, costumes, tradições trazidos deram origem ao povo e a cultura paranaense, rica em arte, artesanato e gastronomia.
Esses contingentes de imigrantes imprimiram à fisionomia étnica do Paraná uma notável variedade e em alguns lugares do Paraná, por exemplo, no município de Castro e arredores se fala somente o holandês e em algumas outras regiões do estado se fala somente o alemão como a Colônia de Witmarsum, italiano, ucraniano, polonês e até o japonês sem contar as línguas nativas de tribos indígenas.
Poucos lugares possuem combinação de arte, cultura culinária e ecoturismo tão completa e presente como no Litoral do Paraná. O povo paranaense é muito hospitaleiro, simpático e recebe todos os visitantes de braços abertos.
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